O Homem à Frente da Verde e Amarela

Dorival Júnior assumiu a Seleção Brasileira em um momento delicado: após eliminações frustrantes nas últimas Copas e um ciclo de críticas ao estilo de jogo da equipe, a CBF optou por um treinador experiente, campeão pelo Brasil e de personalidade serena. O desafio é imenso, mas Dorival parece confortável com a pressão — e tem apresentado suas ideias com clareza.

O técnico é conhecido no futebol brasileiro por sua capacidade de construir ambientes saudáveis dentro dos elencos e por montar times organizados que jogam com coletividade. No Flamengo, levantou a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana. No São Paulo, finalizou bem a temporada. Esses títulos mostraram que Dorival sabe como funciona o ambiente de clubes grandes — e a Seleção é o maior clube imaginável.

Seu projeto para a Copa do Mundo 2026 passa por alguns pilares bem definidos. Primeiro, a definição de uma espinha dorsal do time — jogadores que vão jogar juntos independentemente do adversário, criando automatismos e confiança mútua. Segundo, o aproveitamento dos talentos de ataque de uma forma mais organizada e fluida, sem depender do improviso individual.

Os Pilares do Projeto Dorival

O que o técnico da Seleção tem enfatizado em suas coletivas e decisões:

  • Estabilidade no grupo: evitar mudanças constantes na convocação e criar continuidade.
  • Identidade de jogo: um padrão reconhecível de posicionamento e pressão que qualquer jogador possa executar.
  • Valorização dos jovens: dar chances e confiança para a nova geração crescer junto com os veteranos.
  • Respeito ao adversário: tratar cada partida das Eliminatórias como decisiva, sem subestimar ninguém.
  • Equilíbrio defensivo: um time que saiba se defender bem antes de atacar com qualidade.

A torcida ainda não está totalmente convencida, e parte da pressão que existe sobre Dorival é natural para quem comanda a Seleção Brasileira. Mas os que acompanham de perto o trabalho veem evolução, especialmente na postura mais organizada do time e na confiança transmitida para os jovens.

Falta pouco para a Copa de 2026. O relógio está correndo — mas o Brasil tem os ingredientes para montar um time campeão. Dorival sabe disso, a torcida sabe disso. O trabalho dos próximos meses vai ser determinante para que esses ingredientes virem o bolo que o Brasil inteiro quer comer em 2026.